Orelhão tinha fiação subterrânea

Um detalhe que reparei nessas matérias sobre o fim dos Orelhões era que a fiação deles era subterrânea. Detalhe meio bobo, mas era um ponto de telefonia fixa com sem fiação a mostra. A fiação subterrânea + o design bacana é que deixava o Orelhão tão legal.

Bom demais ter telefonia (ou internet) sem fios à mostra.

Não sou da área e perguntei ao Deepthink pq não daria pra “puxar” o fio do orelhão para as residências/comércios. A resposta é que são duas situações diferentes principalmente por conta de logística, custo e necessidade de expandir rapidamente a telefonia no Brasil.

>O grande segredo (e custo) da rede subterrânea universal está nas **caixas de inspeção e emenda**. Para conectar uma rua toda, é preciso instalar uma rede de dutos com caixas de visita a cada 50-100 metros, onde os cabos são emendados e distribuídos. Escavar e instalar **essa malha de dutos e caixas** sob todas as ruas e calçadas era (e é) o custo proibitivo. O orelhão pulava essa necessidade.

>Era mais barato para a Telebrás/Embratel instalar **alguns milhares de orelhões com cabos dedicados** (custo pontual) do que **redesenhar toda a infraestrutura de milhões de linhas residenciais**.

>O poste com fios aéreos já era uma infraestrutura **existente e compartilhada** (com a Light, a Eletropaulo, etc.). Usá-la era aproveitar um ativo depreciado. Criar uma rede subterrânea paralela era criar um novo ativo do zero.

Se alguém for da área e quiser corrigir/complementar, agradeço.

É só um detalhe que queria compartilhar.


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